O período de transição das águas para a seca traz mudanças ambientais que impactam diretamente o desempenho dos animais, como redução da luminosidade, queda de temperatura e diminuição da umidade. Esse cenário provoca estresse fisiológico, reduz a imunidade — especialmente da pele — e favorece o aumento da pressão parasitária, como carrapatos e moscas. Ao mesmo tempo, os parasitas intensificam seu ciclo reprodutivo para garantir sobrevivência, aumentando a infestação justamente quando o animal está mais vulnerável. Diante disso, a abordagem mais eficiente é preventiva: preparar o animal para suportar essa pressão, utilizando tecnologias que fortaleçam o sistema imune e reduzam os impactos produtivos e sanitários.
Do ponto de vista econômico, a prevenção se mostra altamente estratégica, pois doenças e parasitos desviam energia que deveria ser destinada à produção, comprometendo ganho de peso, reprodução e produção de leite. O custo de tecnologias preventivas é relativamente baixo quando comparado aos prejuízos diretos e indiretos, como perda de desempenho, aumento de manejo e gastos com tratamentos corretivos. A eficiência produtiva está diretamente ligada à capacidade de transformar alimento em resultado, e isso depende de sanidade, bem-estar e manejo adequado. Assim, sistemas mais eficientes são aqueles que antecipam problemas, reduzem estresse e maximizam o potencial genético dos animais, resultando em melhor retorno financeiro ao produtor.







